EI CARLINHOS BROWN, PEGA NO MEU CAXIXI!

Caxirola E CAXIXI

Dentre os vários personagens que os eventos esportivos no Brasil vem trazendo à tona e jogando nas sombras, Carlinhos Brown anda merecendo um papel de destaque. Por quê? Pelo simples motivo dele ter inovado com um novo instrumento musical para deleite de nossos ouvidos, assim como as vuvuzelas foram na África do Sul. Com total exclusividade, o percussionista deu uma entrevista ao Destilaria da Bola falando sobre o assunto, acompanhe:

Destilaria da Bola – Da onde veio a brilhante ideia de um instrumento magnífico e inédito como a caxirola?

Carlinhos Brown – Olhe meu velho, foi como um raio em minha mente. Estava tocando berimbau quando, do nada, tive esta grande ideia.

DDB – Puxa, que peculiar. E esta ideia teve algum incentivo da empresa que irá fabricar e comercializar o produto (The Marketing Store)?

CB – Claro que não. Como você deve saber, os grandes eventos que o Brasil vai sediar estão mexendo com a criatividade de nosso povo, é o curso natural das coisas.

DDB – O oportunismo latente e barato também é um curso natural? Pois tenho a nítida impressão de a caxirola ser uma cópia piorada do caxixi.

CB – Veja bem, não odeie o jogador, odeie o jogo. Se a FIFA e a presidenta da nação precisavam roubar qualquer coisa da cultura brasileira eu apenas fui o meio. Eles disseram que precisavam de um substituto para as vuvuzelas da Copa da África, de fazer virar dinheiro qualquer coisa que as torcidas façam, seja comer e beber, seja só torcer. Se não fosse eu a me aproveitar disso seria outra pessoa. Além disso a caxirola é diferente do caxixi porque tem esse design aqui pras mãos ó…

DDB – Brilhante resposta.

CB – Obrigado.

DDB – O que você acha do seu instrumento ridículo custar R$ 29,90?

CB – Não é ridículo! É muito inovador na verdade, feito de plástico sustentável. Quanto ao preço, é o valor da diversão e sustentabilidade juntos. Essas coisas não saem de graça, tem que ser realista.

DDB – Realista como saber que um caxixi custa menos de R$ 10,00 e é feito de palha, que não polui o ambiente?

CB – Pô meu rei, tanta gente se aproveitando aí e o pessoal pegando no meu pé por querer fazer a alegria do pessoal?! Tem que ver pelo lado do mercado.

DDB – Pois é, quem reclama é que é o verdadeiro criminoso, concordo. Você acha que se alguém chegar com um caxixi no estádio vai poder entrar?

CB – Acho que as pessoas tem que ter é orgulho de nossas coisas, como disse Tadeu Schmidt no Fantástico. Se já ta aí a caxirola pra que ficar inventando moda e levar caxixi? Além disso é o instrumento oficial da Copa, chancelado pelo Ministério dos Esportes.

DDB – Nunca tinha pensado por este lado, se o apresentador do Fantástico falou tá falado. Mas continuando, e o incidente lá na Fonte Nova que o pessoal jogou as caxirolas no campo?

CB – Foi um fato isolado, como o ministro Aldo Rebelo e a The Marketing Store já divulgaram.

DDB – Mas ela foi proibida no jogo seguinte…

CB – O problema foi o Bahia que tá em má fase, não o instrumento.

DDB – Não seria o fim de algo medíocre, como a caxirola, através de outro fato medíocre que é a vocação de proibição das coisas no Brasil?

CB – Como?

DDB – Ah, deixa pra lá. Vamos para a última pergunta: dá pra tocar música com essa caxirola aí?

CB – Claro que sim!

DDB – Então, falando em nome de todo o povo brasileiro, eu lhe peço: toca uma pra mim?

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