Arquivo do mês: outubro 2013

HUMILHADO POR RACISTAS, TOURÉ DEU A RESPOSTA QUE FEZ A FIFA TREMER

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O presidente Joseph Blatter nunca soube lidar com o racismo.

Fazia de conta que não percebia.

O comandante da Fifa já disse absurdos.

Como um enorme.

Insistiu que qualquer ofensa racial dentro do campo não deve ser levada a sério.

“Depois tudo se acerta após o jogo, com um aperto de mãos.”

Foi massacrado pela imprensa internacional.

A postura do presidente da Fifa incentivava o preconceito.

O Leste Europeu se tornou especialista em atos racistas.

Vários foram os casos nos últimos anos.

Com torcedores imitando macacos, jogando banana para atletas negros.

Faixas com frases que envergonham a humanidade.

Muitos jogadores negros já passaram pelas humilhantes situações.

Paulinho, ex-Corinthians, chorou ao se lembrar do que passou na Lituânia.

“Vou levar as lembranças ruins para o resto da minha vida. Sofri muito com preconceito e com racismo na Lituânia. Logo na minha primeira partida começaram a imitar macaco, jogar moedas e algumas outras coisas. Quando ia passar com a minha esposa nas ruas, algumas pessoas ficavam esbarrando para que a gente revidasse de alguma forma, querendo arrumar algum tipo de briga ou discussão. Esses episódios me deixaram mal e me fizeram pensar na possibilidade de desistir dofutebol. O racismo me derrubou, me arrebentou.”

Paulinho ficou traumatizado.

Tinha apenas 17 anos.

Relembrou o que sofreu ao Lance!

E por causa dessa angústia, não estava com pressa para voltar à Europa.

Até que representantes do Tottenham o convenceram.

Não passaria o mesmo na Inglaterra.

Foi, mas avisou que romperia o contrato se sofresse racismo outra vez.

Na Rússia, Roberto Carlos ficou transtornado.

O ex-lateral da Seleção passou muita vergonha.

As torcidas do Krylya Sovetov e do Zenit mostraram seu lado racista.

Imitavam macaco cada vez que ele pegava na bola.

E chegaram até a jogar bananas em sua direção.

Infelizmente, a Rússia vem se especializando na intolerância.

O caso mais recente, no entanto, foi com o jogador errado.

Na partida entre CSKA e Manchester City, o alvo dos torcedores foi logo escolhido.

Yaya Touré, jogador negro que nasceu na Costa do Marfim.

Era só a bola cair no seu pé e lá vinha a imitação de macacos na arquibancada.

A partida era válida pela Champions League.

O marfinense ficou revoltado.

Mas não seguiu o caminho fácil de apenas reclamar na imprensa.

Parou o jogo, mostrou ao árbitro e pediu que a partida fosse encerrada.

2afp3 Humilhado por racistas, Touré deu a resposta que fez a Fifa tremer. Ameaçou liderar um boicote de negros à Copa da Rússia. Blatter imediatamente agiu. Sabe que não há Mundial sem negros, amarelos, brancos, mestiços. As punições serão duras aos clubes e aos racistas...

Não foi.

Touré tomou uma decisão que fez Blatter acordar de vez para a questão.

Foi claro.

“Esse tipo de situação tem de acabar até o Mundial de 2018.

Se não acabar, vou ajudar a organizar um boicote dos negros.

Não teremos tranquilidade para jogar.

Não iremos para a Rússia.

Nem nós e nem os torcedores dos países que jogamos.”

Declarou sem medo.

Bastou para Blatter.

Misturar em uma só frase boicote e Mundial é seu pesadelo.

Ainda mais saída da boca de um ídolo do futebol inglês.

Seria inimaginável uma Copa sem negros.

Impossível.

Sem Balotelli, Touré, sem Neymar…

Sem as Seleções Africanas.

A proposta do marfinense é forte e factível.

Os exemplos de casos de racismo na Europa são vergonhosos.

Blatter sentiu o baque.

E também a pressão da UEFA de Platini.

2reproducao11 Humilhado por racistas, Touré deu a resposta que fez a Fifa tremer. Ameaçou liderar um boicote de negros à Copa da Rússia. Blatter imediatamente agiu. Sabe que não há Mundial sem negros, amarelos, brancos, mestiços. As punições serão duras aos clubes e aos racistas...

Percebeu o quanto a postura da Fifa é branda, quase conivente.

Não adianta apenas multar e obrigar os clubes a jogar com portões fechados.

Aqueles que possuem racistas entre seus torcedores precisam pagar caro.

Depois da ameaça de Touré, Blatter encomendou mudança nas regras.

Ele vai atender à reivindicação do jogador do Manchester City.

E na, próxima temporada, os imitadores de macacos e lançadores de banana que se preparem.

A ideia da Fifa é pressionar que eles sejam proibidos de assistir aos jogos.

Pressionar que as polícias os identifiquem e indiciem.

E os proíbam de ir para os estádios nos dias em que seus times estiverem jogando.

Aos clubes, as punições serão muito mais severas.

Em vez de multas, perda de pontos.

E, em caso de reincidência, até mesmo eliminação de campeonatos.

Touré fez Blatter parar de fingir que não enxerga.

Nunca mais foi pelo caminho da hipocrisia.

A de aceitar que os jogadores se ofendam do que for.

E depois tudo seja esquecido com mero aperto de mão.

Chamar o adversário de ‘macaco’ não será mais ‘coisa de jogo’.

Como defendem vários treinadores.

Inclusive Felipão, quando estava no Palmeiras.

Quando Danilo xingou Manoel de macaco.

E ainda lhe deu uma cusparada no rosto.

O STJD aplicou a suspensão de 11 jogos.

O que seria um exemplo acabou em vexame.

O tribunal acabou liberando o zagueiro de quase metade da punição.

Ele só teve de cumprir seis jogos.

Decisão vergonhosa.

E que só premiou o ato racista, preconceituoso de Danilo.

A Fifa pretende evitar essa situação.

E deverá também exigir punições graves aos jogadores.

Não tolerará palavrões e gestos preconceituosos.

Como o que fez Antônio Carlos com Jeovânio.

O zagueiro atuava no Juventude e o volante no Grêmio.

Depois de discutirem, o ex-jogador da Seleção se irritou.

E passando a mão no próprio braço.

Quis mostrar a ‘razão’ do problema.

3reproducao4 Humilhado por racistas, Touré deu a resposta que fez a Fifa tremer. Ameaçou liderar um boicote de negros à Copa da Rússia. Blatter imediatamente agiu. Sabe que não há Mundial sem negros, amarelos, brancos, mestiços. As punições serão duras aos clubes e aos racistas...

O seu rival ser negro.

A imagem é chocante e marcou o final da carreira de Antônio Carlos.

Impediu, por exemplo, que fosse trabalhar como treinador no Vasco.

As torcidas fizeram uma enorme campanha contra ele.

O Vasco foi o primeiro clube do Brasil a admitir negros jogando no seu time.

E Roberto Dinamite teve de voltar atrás e não contratá-lo.

Inesquecível a postura de Grafite em relação a Desábato.

O atacante do São Paulo revelou que o zagueiro do Quilmes o chamou de macaco.

Velho costume de atletas do futebol argentino quando enfrentam brasileiros.

Desábato acabou sendo preso em pleno Morumbi.

Mas Grafite resolveu retirar a acusação.

E nada aconteceu contra o adversário.

O brasileiro foi muito criticado por recuar.

Principalmente por várias entidades que lutam pelo direito dos negros.

Assim como também fez a CBF.

No Sul-Americano Sub-20 em 2011, no Peru.

Jogavam Brasil e Bolívia.

E a torcida peruana começou a imitar macacos.

Bastava Diego Maurício pegar na bola.

O jovem jogador ficou abalado.

Mas a CBF resolveu ignorar as ofensas.

Para não criar problemas com a organização do torneio.

Infelizmente há centenas de outros casos pelo mundo.

Tudo ainda estava muito solto em relação ao racismo.

Foi preciso Touré ameaçar levar à frente um boicote.

E a Fifa despertou para a seriedade da questão.

Não há Copa sem negros.

Sem brancos, sem amarelos, sem mestiços.

Mas há futebol com racismo.

E isso só irá acabar com leis rígidas.

Contra os torcedores e os clubes destes racistas.

O Leste Europeu e o resto do mundo estão alertados.

Pelo menos no futebol o preconceito custará caro.

Fora dele, ainda vai imperar a hipocrisia…
1reproducao22 Humilhado por racistas, Touré deu a resposta que fez a Fifa tremer. Ameaçou liderar um boicote de negros à Copa da Rússia. Blatter imediatamente agiu. Sabe que não há Mundial sem negros, amarelos, brancos, mestiços. As punições serão duras aos clubes e aos racistas...

Fonte: http://esportes.r7.com/blogs/cosme-rimoli/humilhado-por-racistas-toure-deu-a-resposta-que-fez-a-fifa-acordar-ameacou-liderar-um-boicote-de-negros-a-copa-da-russia-blatter-imediatamente-agiu-sabe-que-nao-ha-mundial-sem-negros-amarelos-br-29102013/

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AS TORCIDAS E O VANDALISMO DE SOFÁ

 bandeirões

As torcidas organizadas sofrem abusos sistematicamente dos “donos” do futebol. Cartolas que encampam muito mais o papel de gerentes de lojas do que de que organizadores de um patrimônio de milhões se omitem quantos às organizadas e a torcida em geral. Ministério Público e Polícia Militar buscam restringir todo tipo de manifestação de alegria pública. STJD usa sua esquizofrenia jurídica para punir cada time de acordo com o que lhe dá na telha, sendo ou não o assunto relacionado às torcidas. Para enfeitar o bolo com uma cereja suja, a mídia faz o papel de plantadora de informações, geradora de crises e criminalizadora das organizadas, como se algum destes entendidos vivesse a arquibancada e não escrevesse no conforto de seu sofá importado.

Um ponto interessante de se analisar é que os tais jornalistas – ou grande parte deles – resolveu se referir às organizadas como facções. Esta atitude é bastante similar à omissão recente dos grandes veículos de dizer Black Bloc. Eles preferem vândalos, baderneiros, mascarados. Podemos, também, conectar este fato ao sumiço do PCC e do CV e derivados das linhas e falas jornalísticas, pois houve a orientação de não dar cartaz a tais grupos, sendo que a referência a eles se dá como organização criminosa e, vejam só, muitas vezes como facção.

Claro que não é por acaso. Assim como existe essa similaridade nos termos empregados, existe a semelhança no motivo de serem tais grupos execrados pela opinião pública fabricada pela mídia. Todos eles incomodam, cada um com sua peculiaridade, é verdade, mas nenhum deles é manso, nenhum deles aceita de cabeça baixa a história que lhes é imposta. Todos lutam contra a opressão que o Estado impõe a eles, ou seja, o ponto de conexão a todos eles é a brutalidade que sofrem.

Porém, a guerra declarada da imprensa e da justiça contra as organizadas não vem surtindo muito efeito. Isso porque a diretoria está do lado da torcida. Não porque eles são lindos e inteligentes e entendem a importância do torcedor, mas porque sabem que sem uma relação boa não sobrevivem no cargo.

Dirigente de clube é igual jogador, do mesmo jeito que aparece desparece e quem continua lá sofrendo ou sorrindo em todos os momentos é o torcedor. Por isso é muito válido a diretoria financiar viagens para as organizadas. Por que não? Qual o problema? O torcedor de sofá reclamão da violência que não existe vai para o México ver o time? Nem precisa ser tão longe, ele vai pro interior de São Paulo assistir os jogos lá marcados? Não, não vai. A diretoria estando ao lado da organizada dá sobrevida a ela e coloca mais um tijolo no muro que impede o avanço dos servos do padrão europeu, mesmo que o motivo deste apoio não seja tão nobre.

Torcida do Corinthians no Japão, não tem que ter financiamento mesmo?

Torcida do Corinthians no Japão, não tem que ter financiamento mesmo?

Uma vez conectada a diretoria com a torcida, impossível isola-la do time. Acho que deve haver o máximo de preservação dos atletas, mas em alguns momentos é necessário dar o acesso e abrir a conversa. Mais uma vez, por que não? Se a conversa é aberta espontaneamente pelas partes podem-se evitar invasões, depredações e violência. Um time de futebol é uma figura atípica, é um patrimônio cultural, não pode ser gerido como um governo ditador ou uma empresa privada. A restrição é a pior forma de política.

O que é pior é que as restrições que citei (de financiamento e diálogo) quem fabricou foi a imprensa. Eles dizem ser moralmente inaceitável tais coisas. Por que, Alá do céu? Se você é acostumado a manter sempre uma distância daqueles que te cercam porque a posição no jogo do poder de cada um é o que autoriza o contato, o problema é estritamente seu. Não jogue seu lixo na rua. Não coloque seus pensamentos podres no asfalto meu amigo.

Se eu sou advogado não vou palpitar em como o borracheiro tem que trocar pneu, pelo simples motivo de eu não viver aquilo, não saber as necessidades que a atividade traz. Se você não vai à arquibancada não deve palpitar também. Não consigo explicar de modo mais simples porque um bando de gordo burocrata não tem que dar as cartas no futebol, muito menos na torcida. Sem a torcida o time não é nada, o futebol não é nada.

Torcida do Palmeiras quando festa ainda era permitido.

Torcida do Palmeiras quando festa ainda era permitido.

Muito se falou do São Paulo vender ingressos a R$ 2,00, que desvaloriza o espetáculo, que começará a ser frequentado por “pessoas indesejáveis”. Aí vieram os números, que em muitos momentos apoiam estes mercadológicos intelectuais e que, desta vez, os desacreditaram, pois a renda com os torcedores dentro do estádio triplicou. Isso mesmo: triplicou.

A explicação dada na matéria é que a pessoa já vem feliz de pagar pouco no ingresso e acaba gastando em outras coisas dentro do estádio. Existem outras explicações: pagando menos talvez o cara consiga levar a família ou formar o bonde com alguns amigos; pagando menos sobra mais dinheiro para outras coisas; pagando menos o futebol volta ao que deveria ser, uma opção de lazer acessível e uma programação boa de se fazer; pela característica atípica de um time de futebol que citei antes, se houver opção de comprar souvenires do time o cara vai comprar indefinidamente; comida, bebida; etc., tudo conectado ao fato de ter mais gente dentro do estádio facilitada pelo preço do ingresso e não em ser uma arena cheia de dondoquices.

O preço e a festa não afastam, pelo contrário, agregam. Quanto mais você selecionar aquele público em sintonia plena com o sistema, que não grita, não xinga, não acha nada ruim, mais o estádio vai se parecer com uma loja de doces finos do que com um hospício, que é mais recomendado.

Temos que ser realistas:

A polícia militar é capaz de lidar com o cidadão de forma racional? Não, ela é treinada para ver o cidadão como inimigo.

A polícia civil faz o trabalho de inteligência para punir os torcedores que brigam? Não, ela é muito falha não só na solução deste tipo de crime como de outros também.

O Ministério Público tem legitimidade e conhecimento de causa para propor o que quer que seja para uma torcida organizada? Não.

O juiz que analisará pedidos de extinção de torcida tem condições de ver de uma forma imparcial os acontecimentos? Para o cidadão ser juiz tem que ficar apenas estudando sei lá quantos anos para conseguir chegar neste cargo. Quem consegue só ficar estudando sem trabalhar? Portanto, os juízes vêm da elite da sociedade, que é preconceituosa com tudo, homossexuais, torcidas organizadas, partidos políticos, japonês, negro, mulher, enfim.

Jornalistas esportivos. Porque vive de assistir jogo da sala de casa ou da cabine de imprensa acha que tem autorização pra falar de arquibancada. Não tem também.

O STJD é composto por esportistas frustrados. Veem o futebol com a frieza da lei, tentam impor os limites e ordens necessárias. Claro que tem que ter regras, mas bem menos opressoras e mais inteligentes. De um lado pregam o distanciamento da diretoria do time com as organizadas e por outro vinculam um ao outro de forma umbilical ao punir o clube por atitudes da torcida. O que o clube pode fazer? A segurança dentro do estádio não é competência da PM? Onde está o erro então?

PM batendo em torcedores do São Paulo. Desrespeito sistemático.

PM batendo em torcedores do São Paulo. Desrespeito sistemático.

Meu ponto é que a estrutura do futebol brasileiro está toda podre e infestada de incompetentes. Não adianta construir um castelo e enche-lo de ratos. Quem construiu o futebol foi a torcida e ela deveria ser a prioridade de bom tratamento e não de opressão. Um bom tratamento também não quer dizer sentar em cadeiras almofadadas, quer dizer respeito, liberdade. Afinal de contas gastamos muito dinheiro e energia com nossos times e não temos nada em troca de palpável. Temos as alegrias sim, não resumo a relação com meu clube a uma relação comercial, mas e a minha possibilidade de tratar o jogo como um evento digno, sem opressão policial na entrada e saída, sem ter que caminhar um monte pra comprar uma cerveja gelada, sem ter o desgosto de ver meu time sacaneado em tribunal, criminalizado em jornal, alvo de lavagem de dinheiro por cartola?

Se as organizadas são uma facção porque andam na contramão de um sistema podre que criminaliza o inocente e desvia a atenção do real problema, então me assumo como da facção também. Acredito em democracia direta, sem intermediários a corroendo pelo caminho. Se buscar o caminho certo passa por um poder paralelo ao do Estado, então prefiro fazer parte da facção organizada de vândalos a ter que aceitar essa ditadura.

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