OS DEUSES DO FUTEBOL NÃO PERDOAM

varzea

Por Rafael Thomé

O cenário parecia perfeito. Fidalguia reunida, acerto para sediar o maior evento esportivo do planeta, um agente externo exigindo a construção de templos faraônicos, atrasos providenciais seguidos de verbas emergenciais, time empolgado, embalado e badalado, todos juntos, pra frente Brasil, inclusive o juizão de campeonato carioca na estreia.

Mas os deuses do futebol não perdoam a degradação da maior paixão nacional, da camisa amarela que fez mole as coxas de zagueiros consagrados e queimou mãos de melhores goleiros de Copas, do canário que dançou, balançou e chacoalhou defesas inteiras. Não há perdão para o sufocamento dos campos de várzea em meio aos espigões das grandes cidades, não há perdão para o asfixiamento dos clubes do interior, não há perdão para feudos estaduais, não há perdão para clubes que brincam de especulação, inflação e sonegação, não há perdão para dirigentes gerentes de negociatas, não há perdão para técnicos obsoletos, não há perdão para jogadores escalados por Joorabchians.

7 a 1, na reedição da final de 2002. Faltou Ronaldo? Faltou Rivaldo? Sobrou Scolaris, Runcos, Paivas, Teixeiras. E nada de hospitais.

Mas fique tranquilo. Agora, tudo vai mudar. Vem aí Marco Polo Del Nero.

delnero

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1 comentário

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Uma resposta para “OS DEUSES DO FUTEBOL NÃO PERDOAM

  1. Jonathan

    Os deuses do futebol tem perdoado, e muito, a Europa… “não há perdão para clubes que brincam de especulação, inflação e sonegação” Será?

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