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Futebol é do povo, não dos milicos!

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Da partida entre Grêmio e Fluminense, em Porto Alegre, não é a lembrança do gol de cabeça do estreante paraguaio Riveros (usando a inspiradora 16 de Jardel) ou do tapa de Kleber pra balançar o barbante já no fim do jogo que a torcida vai levar para casa. Desde a inauguração do novo estádio, o que quase sempre se leva de recordação são confrontos entre Brigada Militar e Geral do Grêmio.

No (apenas) segundo jogo do Grêmio às 16h da tarde de um domingo no estádio inaugurado há 8 meses, mais uma vez os militares mostraram toda arrogância, petulância e truculência no qual se forjaram desde o dia da mentira em 1964. Para começo de conversa, quando militares saem impunes depois de atacar e matar civis cotidianamente, como a execução de 10 moradores do Complexo da Maré (RJ) no último mês, ou depois de desaparecer com um morador da Rocinha (Cadê o Amarildo?!), está caracterizado o estado de exceção – apesar de levar o nome “democracia”.

Nesse contexto, o processo de arenização dos estádios brasileiros serve apenas às mordaças que o capital impõe à sociedade e a escola brasileira de futebol está sendo tortura e suicidada pelos governantes. Tudo como dantes no quartel de Abrantes.

Junto com os novos palcos, veio a ideia cretina apoiada por grande parte da mídia de “mudar a forma de torcer”. Porra mermão, futebol é trago, alento e amizade. Festa do povo! Nada mais, nada menos. Não tem que inventar. Não tem que comparar com os europeus, tampouco se inspirar no Modelo Tatcher de futebol.

Gremio v Liverpool - Santander Libertadores Cup 2011

Voltamos à Porto Alegre, terra de Juliano Franczak, o Gaúcho da Geral. Estava lá o bagual torcendo pelo Grêmio, como faz há anos: pendurado na mureta, tremulando a bandeira do Rio Grande do Sul, vestindo bombacha e a camisa do imortal. Não me lembro qual o último jogo do Grêmio em casa que o Gaúcho não estivesse à frente da Geral. Nunca procurou confusão.

Acontece que, desta vez, a confusão procurou-o. Com a perna machucada, Juliano Franczak foi ao estádio e teve permissão da Brigada Militar para entrar no estádio com muletas. Empolgado com os ídolos de 1983, homenageados em campo pelos 30 anos da conquista da primeira Libertadores do Grêmio, ou seja lá por que for, o Gaúcho decidiu usar a muleta como mastro de sua bandeira. Maior afronta que isso, só tirar a camisa e xingar o juiz.  Dado o claro ato de vandalismo, a Brigada Militar decidiu que aquela era uma atitude temerária e inapropriada e foi tirar o torcedor das arquibancadas.

A resistência

Sem respeito algum, os “cães” empurraram o cidadão (que estava com a perna machucada), causando a revolta da Geral. Nem spray de pimenta conteu o ímpeto geraldino, que correu a polícia como cachorrinhos acuados em canil. Assim que foram saídos da Geral, os brigadianos que escoltavam Juliano para fora do estádio decidiram que ele pagaria a conta da treta: borrachadas covardes na nuca e nas costas.

A covardia

Se a arenização dos estádios trouxe o Modelo Tatcher de torcer, que traga, também, a extinção da Brigada Militar nos mesmos espaços.  Aproveitando o embalo, por que não limar essa corja do trato com a população no país todo? No mundo todo? A bem da verdade, é que a ditadura acabou há quase 30 anos, mas a repressão militar continua institucionalizada no Brasil. Chega de chacina, fora polícia assassina!

ALERTA, ALERTA, ANTIFASCISTA!!!!!!

Recordar é viver: Hoje reli uma notícia antiga, mas que vale a pena divulgá-la para quem ainda não tomou conhecimento. É sabido que o conluio entre capital e estado conta com o forte apoio (partidão) da mída – PIG. Pois bem , há momentos em que o estado precisa retribuir o favor. Em dezembro de 2011, o blogueiro  Amilton Alexandre, o Mosquito, foi encontrado morto em seu apartamento, em Palhoça, Santa Catarina. Segundo a polícia, tratou-se de “suicídio por enforcamento”. Mosquito havia denunciado o caso de estupro envolvendo o filho do dono da poderosa RBS, afiliada da TV Goebbels.
Tudo como dantes…. http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/12/blogueiro-que-denunciou-estupro.html

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Suásticas na arquibancada: tensão e nazi-fascismo nos duelos entre Lazio e Roma

anti-suastica

Toda torcida tem sua parcela agressiva. Na América do Sul (menos Brasil) são os barras, na Europa os ultras e por aqui insistem em dizer apenas organizadas. Como numa evolução cultural natural da ignorância, algumas destas torcidas se conectam a determinados pensamentos políticos que não deveriam mais existir, como o nazismo.

O registro da violência que estas torcidas perpetuam na Europa nos diz respeito muito mais do que imaginamos. O “padrão FIFA” na Europa é seguido em muitos países, e os defensores deste modelo aqui no Brasil levantam a bandeira de que, como mágica, ao instituir todas as restrições cuspidas por este entidade a violência acaba, ignorando o que acontece na terra dos nossos colonizadores. O que estes fatos demonstram é que a violência no futebol é caso de segurança pública, da porta do estádio para fora, não para dentro.

Esta é a matéria de Mauro Cezar Pereira falando sobre o assunto: http://www.espn.com.br/post/328048_suasticas-na-arquibancada-tensao-e-nazi-fascismo-nos-duelos-entre-lazio-e-roma

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